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* Ecio Rodrigues As indefinições acerca do modelo de ocupação adequado a regiões com elevada complexidade de ecossistemas, como no caso da Amazônia, tem acarretado o estabelecimento de um número elevado de formas de segregação de territórios, no intuito de excluí-los do processo de ocupação pela expansão dos cultivos de soja e capim, que, ao que tudo indica, a maioria deseja evitar. São segregações de terras realizadas, ou institucionalizadas, sob os mais variados argumentos. Na verdade, o zoneamento econômico-ecológico, que uma boa parte dos que pensam sobre a Amazônia consideram verdadeiro remédio para todos os males, tem se realizado por meio de instrumentos de segregação, com origens desde os primórdios da ocupação portuguesa. Foi assim que se excluíram as margens de rios, matas ciliares e morros do processo de produção agropecuário denominando essas áreas como de Preservação Permanente – APP, uma justificativa ecológica. Também se excluíram porção das propriedades privadas para que se consolidasse uma cultura de produção florestal em áreas denominadas como de Reserva Legal, dessa vez um argumento econômico. |
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